domingo, 6 de junho de 2010

Notas


Lágrimas me vem aos olhos quando o vejo tocá-la
O seu toque gentil mas seguro, num pedido de permissão
Ela permite, porém mal consigo escutá-la
Até que sinto sua voz ecoar na multidão
E a ouço gritar o que meu peito cala
Num secreto pedido de redenção
E a ouço chorar mas me impeço de acompanhá-la
Sabendo que tudo que eu faça será em vão
Ela me invade corpo e alma e não posso evitá-la
E a deixo me tomar pela mão

domingo, 30 de maio de 2010

faceinhole.com






Voltando ao meu blog quase abandonado...

Hoje o post não está muito poético, porque os meus poemas são geralmente tristes, então para meus caros e raros leitores amigos, umas montagens divertidas

1- Blair Waldorf - Gossip Girl
2- Elizabeth Bennet - Orgulho e Preconceito
3- Chuck Bass e Blair Waldorf - Gossip Girl

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Cristal

Como cristais prontos a serem quebrados
Como laços prestes a serem desfeitos
Como beijos que sempre serão lembrados
Nos descobrimos imperfeitos

Como o vazio que nunca será preenchido
Como a confiança inexoravelmente extinta
Como a busca pelo perdido
Nos descobrimos falhos, papel e tinta

Como a incerteza do autoconhecimento
Como a certeza da fugacidade
Nos deparamos ao desalento
Certos da mentira e errados da verdade

Como a procura por sentido
Como as razões do inútil e inexplicável
Como a caça a abrigo
Que nos proteja ou nos entretenha até o inevitável.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

perguntas SEM respostas

Por que tentar calar
O que me escapa a cada respiração
O que meu peito insiste em gritar
O que me obstrui a circulação?

Por que meus olhos desviar
Se eles estão tão ligados aos seus
Tão perdidos na imensidão do teu olhar
Na procura do que em mim se perdeu?

Por que me impedir de sonhar
Na sua presença constante em minha vida
Conversas, risadas, descobrir o amar
Num paraíso em que só não haja a saída?

Por que não te desejar
Se você é minha única certeza
Mesmo que outra possa te enfeitiçar
Teu feitiço é minha fortaleza?

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

???

"Talvez eu tenha saído de um livro, de um filme ou de um romance
De uma máquina do tempo para o futuro ou para o passado
Talvez eu seja uma ilustração que fugiu quando teve a chance
Ou ainda uma figurante que fugiu de um quadro

Ou talvez eu seja uma mistura, uma receita de um livro louco
Orgulho de Elizabeth Bennet, uma pitada de Ana Bolena,
Letras de Manuela de Paula e de Jane Austen mais um pouco
Uma porção de loucuras de Mia Thermopolis e Georgia Nicolson nada pequena

Talvez tenha mais algo dentro de mim que eu ainda desconheça
Alguém que pense o melhor e o pior das pessoas, embora isso pareça loucura
Ou alguém que se apaixone por pessoas que nem ao menos conheça
Ou ainda que consiga sorrir mesmo que a vida pareça tão escura

Que chore com filmes de comédia romântica adolescente
E ainda acredita em príncipe encantado
Mesmo que ele tenha seus defeitos e ainda não esteja consciente
De que se ele a procurasse melhor já a teria encontrado

Que sonha com romances, livros e épocas antigas
Que desenha rostos desconhecidos e brinca de fazer prosa e poesia
Que brinca de chorar e sorrir com as amigas
Que ri de tristeza e vazio e chora de alegria

Que ama a sua família, seus companheiros de todas as horas
Na qual se incluem seus animais que a amam sem julgá-la
Também ama a música, a leitura, admirar o pôr-do-sol e a aurora
E que ama as pessoas que também são capazes de amá-la

Talvez eu nunca descubra quantas pessoas e sonhos diferentes
Existem em mim e quantos ainda se mostrarão
Ou ainda seja apenas eu mesma abrindo a porta para meu inconsciente
E baixando o som da TV para ouvir meu coração."

domingo, 9 de agosto de 2009

Um outro lugar

A melancolia bate à minha porta
E não faço resistência
Pode entrar

Ela me domina e nada mais importa
Sinto esvair minha consciência
Fundo do mar

As nuvens negras me envolvem
No lugar dos seus braços
Não vou chorar

Os problemas não se resolvem
Ainda ouço seus passos
Mas não posso gritar

A tempestade cai, sem disfarce
As gotas de chuva sangram na janela
Não podem me alcançar

Mas as sinto rolando pela minha face
Abrindo a chaga que se revela
E que não consigo fechar

A distância se impõe entre nós
Com toda sua força e poder
Me sinto sufocar

O nosso amor se torna um algoz
Mas a dor diminui quando pareço desvanecer
Um outro lugar

terça-feira, 28 de julho de 2009

Culto ao inalcançável

Como cegos tateando o ar
Buscamos o inalcançável
Na tentativa frustrada de amar
Fechamos os olhos ao inquestionável

Como pássaros que nos escapam das mãos
Cultuamos o inatingível
Como servos garimpando paixão
Tentando conservar o perecível

Como cisnes se admirando num lago
Reverenciamos a beleza
Dando pedestal a algo tão vago
Cuja efemeridade é a única certeza

Como teias nos prendemos à vida
Tentando conquistar a eternidade
Esquecendo-se de que ela deve é ser vivida
Só assim depois não teremos saudade

segunda-feira, 16 de março de 2009

Patrick Verona – Procura-se

Se alguém por acaso viu um rapaz alto, forte, de cabelos cacheados na altura dos ombros que ficam muito lindos presos, com olhos castanhos, rebelde, de jeans e jaqueta, a cara do Heath Ledger, e a versão cinematográfica do Rob Wilkins entre em contato comigo... Por favor, eu estou procurando ele há muito tempo e ainda não o encontrei... Estamos destinados a ficar juntos... Cadê o cupido para me ajudar?

Quem nunca suspirou assistindo ao clássico do romantismo americano teen “10 coisas que eu odeio em você”? Quem não desejaria ter uma irmã mais nova tão disputada e um pai autoritário que só a deixasse namorar se você estivesse namorando e então algum dos pretendentes da sua irmã pagaria um cara totalmente irresistível para namorar você?

Eu não digo que eu também gostaria de ser como ela, uma garota que não namora nem sai com ninguém por futilidade, apenas quando for algo realmente especial, mas que mesmo assim não é freira nem muito menos santa, porque eu já sou... Até meu nome já é Kat...Pelo menos o segundo nome...Mas isso é um mero detalhe...

O que pode ser mais perfeito que aquele final em que Patrick Verona usa o dinheiro que havia recebido para sair com a Kat na compra de uma guitarra de presente para ela, algo com que ela sempre sonhou, e diz...
__Eu estava com dinheiro sobrando. Um cara me pagou para sair com uma garota. Só que deu tudo errado.
__Por quê?
__Eu me apaixonei por ela.

Ou ainda quando ele invade o ginásio e canta nas arquibancadas a seguinte música sendo depois levado pela polícia.

Can't Take My Eyes Off Of You - Frankie Valli

You're just too good to be true
can't take my eyes off of you
You'd be like heaven to touch
I wanna hold you so much
At long last love has arrived
and I thank God I'm alive
You're just too good to be true
can't take my eyes off of you

Pardon the way that I stare,
there's nothing else to compare
The sight of you leaves me weak
there are no words left to speak
But if you feel like I feel,
please let me know that it's real
You're just too good to be true,
can't take my eyes off of you

I love you baby and if it's quite all right,
I need you baby to warm the lonely nights
I love you baby trust in me when I say
Oh pretty baby don't bring me down I pray
Oh pretty baby now that I found you, stay
And let me love you baby, let me love you

You're just too good to be true
can't take my eyes off of you
You'd be like heaven to touch
I wanna hold you so much
At long last love has arrived
and I thank God I'm alive
You're just too good to be true
can't take my eyes off of you

I love you baby and if it's quite all right,
I need you baby to warm the lonely night
I love you baby trust in me when I say
Oh pretty baby don't bring me down I pray
Oh pretty baby now that I found you, stay
And let me love you baby, let me love you

O que eu posso dizer mais?
Apenas que eu odeio o Patrick Verona...

11 coisas que eu odeio no Patrick Verona

Odeio o modo como fala comigo e como corta o cabelo.
Odeio como dirige o meu carro.
E odeio seu desmazelo.
Odeio suas enormes botas de combate e como consegue ler minha mente.
Eu odeio tanto isso em você, que até me sinto doente.
Eu odeio como está sempre certo.
E odeio quando você mente.
Eu odeio quando me faz rir muito, e mais quando me faz chorar.
Eu odeio quando não está por perto, e o fato de não me ligar.
Mas eu odeio principalmente, não conseguir te odiar.
Nem um pouco, nem mesmo por um segundo, nem mesmo só por te odiar.
Nem mesmo quando você não se esforça nem um pouco em me encontrar.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Férias literárias

O que fazer quando só você está de férias na sua casa e todos os demais já estão ocupados com seus empregos e∕ou faculdades? Sem a possibilidade de viagem, pois você já viajou por duas semanas para a Paraíba, que não foram quase nada frente aos seus espantosos 4 meses de férias? E sem a mínima possibilidade de estudar, uma vez que você só sabe fazer isso sob muita pressão, tipo tutoriais, conferências, habilidades e todas essas coisas que sempre ocupam o período das aulas?

Eu só tenho uma sugestão para responder essa pergunta ( se você não quer ficar apenas vendo a TV pública inútil com todos aqueles programas de psicologia barata e BBB com gente se agarrando): Ler...

Nada de livros de auto-ajuda ou de não-ficção, por favor. FICÇÃO PURA E AUTÊNTICA. Romances com lágrimas e risadas e gritos de susto e suspiros que façam seus pais pensarem que você é louca. Essas coisas.

Então, nesse fim de férias (aleluia), elaborei um compêndio dos melhores livros que li nessas férias e que recomendo para você quando estiver na mesma situação que eu. E nem se preocupe, você vai até se esquecer do tédio das férias e se divertir muito. Eu disse muito???!!! É, disse.


1. Coleção Crepúsculo (Twilight): Grande fenômeno mundial que na minha opinião ganha muito de Harry Potter, principalmente por um lindo e perigoso romance ser o principal ingrediente deste best seller. Para quem não conhece a história, o que parece impossível depois do sucesso do filme, é um romance sobre uma garota séria e aparentemente normal, exceto por sua atração a problemas, Isabella Swan, que se apaixona por um irresistível vampiro, Edward Cullen. A coleção é formada por 4 livros, embora a escritora Stephenie Meyer esteja escrevendo o quinto, Midnight sun, a história do primeiro volume, contada por Edward:
• Crepúsculo (quando eles se conhecem e Bella passa pelas primeiras complicações por estar convivendo com vampiros, e perdidamente apaixonada por um.);
• Lua Nova (Tentando proteger Bella, bem infantil e maldosamente, devo reconhecer, Edward a abandona e sai do país. Isso faz Bella se aproximar de Jacob, que se revela um lobisomem apaixonado por ela.);
• Eclipse (Bella se vê dividida entre dois amores, Edward e Jacob. Ao mesmo tempo em que lobisomens e vampiros, inimigos mortais, se unem para lutar contra vampiros que advinhem, estão atrás de Bella);
• Breaking Dawn (Amanhecer. Ainda não publicado no Brasil. É o último volume narrado por Bella, em que ela conta seu casamento e diversas conseqüências disso – SPOILER- como uma gravidez e sua transformação para vampira).

2. Coleção 1-800-Onde está você (1-800-Where-R-U): Da mesma autora de O diário da Princesa e A mediadora, Meg Cabot, duas outras série que eu também recomendo, ainda não publicada no Brasil, mas disponível traduzido na Internet. São 5 volumes que narram a história de Jéssica Mastriani, uma estudante de Indiana, que após ser atingida por um raio começa a encontrar crianças desaparecidas. Ela se envolve em confusões com o FBI, que a querem em sua folha de pagamento, sempre acompanhada do seu Quem-dera-namorado-Rob-Wilkin. Fascinada por motos e ágil com os pulsos Jess narra os cinco livros: Quando raios atingem; Codinome Cassandra; Safe house; Sanctuary; e Missing you.
3. Sorte ou azar? (Jinx) Mais Meg Cabot. O que eu posso fazer se eu sou viciada nela? Jean, mais conhecida por Jinx (azarada) sempre teve uma péssima sorte, desde o seu nascimento, tanto que foi forçada a sair de Iowa para Nova York morar com seus tios. Lá ela encontra sua prima que lhe conta sobre uma ta-ta-ta-ravó delas que foi uma grande feiticeira e que elas haviam herdado seu dom. No entanto, Jinx estava mais bem informada do que parecia, e até já havia usado seus poderes com uma grande confusão. Ao mesmo tempo as primas se tornam inimigas ao disputar o amor de seu vizinho de olhos verdes, Zach.
Houve outros livros, um tanto deprimentes eu diria, A menina que roubava livros, O morro dos ventos uivantes (odiei, qual o problema da Emily Bronte, afinal?!), Zona Morta (embora todos beijem os pés do Stephen King ele ainda não me conquistou e ainda falou mal da Stephenie Meyer). Mas ler é sempre ótimo, afinal eu passei minhas férias passeando pela Alemanha, EUA, Inglaterra e ainda acompanhada de Edward Cullen e Rob Wilkins. Quer mais????!!!!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Coisas inúteis a se descobrir sobre a Paraíba




Podem não surpreender você, mas.... me surpreenderam....

• Batata frita com queijo ralado... O quê?! Batata frita e queijo parmesão, acho que não combinam muito.... Gosto de queijo ralado com cachorro quente bem recheado ou numa linda macarronada de molho de tomate... Existe gosto para tudo mesmo, em todo lugar que fomos era a mesma coisa...

• McDonald’s: Embora houvesse um Bob’s do lado, não perdemos a oportunidade de poder comparar duas das maiores redes de fast food do mundo, mas confesso que fiquei decepcionada, talvez nós não tenhamos pedido o hambúrguer certo, mas era só um cheeseburguer, evitamos coisas grandes e complicadas...E a surpresa, eu pedi o meu com picles, influência do prefeito de Townsville das Powerpuff girls, e justamente o meu veio sem...Que sorte...Porque o da Raquel e da minha prima Gabi, embora elas tenham recusado na hora de pedir, vieram não só com uma rodela de picles enorme, nunca imaginei que picles podiam ter diâmetros tão grandes, mas também com um molho de tomate muito estranho. Fãs do McDonalds, me matem, mas eu prefiro o Bob’s, ainda mais depois que eu vi uma maçã super normal por 1,50 no McDonalds....

• Tapioca recheada: Minha mãe já havia feito muita propaganda. Eu disse muita?! Então não fiquei surpresa por existir, mas sim por ser boa! Nunca fui uma grande fã de tapioca, acho sem gosto, mas com o divino recheio de frango, com presunto, queijo e tudo o que você imaginar, fica muito bom!!!!

• Coca-Cola 2l por R$ 3,00: Parece uma miragem, pelo menos pra mim, uma vez que em todos os cantos de Boa Vista – RR só encontro Coca de 2l por R$ 5,00. Isso foi muito conveniente, já que praticamente consumimos uns 6l de Coca-Cola por dia.

• Sorvete 5 bolas R$ 1,00: Sei que você já deve ter ouvido alguma vez essa promoção por aqui, eu nunca me arrisquei a experimentar, e não sei se é bom, mas lá no interior da Paraíba era realmente muito muito bom. Era consumo diário. Pensei até em comprar um balde de alguns litros, mas seria muito peso, e como minha mãe e Raquel tem algum problema em levar muita coisa, estávamos com peso demais. Só me restam as saudades...

• João Pessoa: Eu nunca havia ido realmente ao centro de João Pessoa, sei que é uma vergonha uma paraibana dizer isso, mas sou uma nômade, então não conta, mas a cidade é realmente linda, as ruas são tão amplas, é tão arborizada, muitas ruas me lembraram de Boa Vista, que eu realmente considero uma cidade bonita.

• Relevo: Meu Deus, eu simplesmente adoro o relevo da Paraíba, é tudo tão com altos e baixos, então sempre há cantos da periferia das cidades que você vê ela toda, principalmente Campina Grande, é tão bonitinho ver aquelas casas todas tão pequenas e aqueles arranha-céus, e eu adoro tanto isso. É muito lindo.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Mesário de viagem

Não se pode chamar de diário de viagem, que seria o termo mais comumente utilizado, pois eu me encontrava alienada do mundo digital sem postar no blog, ou talvez fosse o contrário, finalmente eu estava no mundo real e não alienada no mundo digital, mas... Deixa pra lá...
Nada como viajar nas férias de encontro às suas origens e de seus pais, nos dias que passam sem pressa como velhas senhoras que andam apenas pelo costume de andar e não por ter algo há encontrar no fim da caminhada a não ser o início de outra.
Perdoem-me a filosofia, acabei de adquirir mais um filme da minha coleção Johnny Depp, “Um sonho americano”, que é muito filosófico, daí a inspiração.
Viagem à Paraíba, eu, minha mãe e Raquel. Karla iniciou o internato de medicina e meu pai tinha que cuidar da casa. Lá fomos nós três enfrentando a dor de ouvido absurda, que graças a Deus diminuiu dessa vez, o frio e todas as intempéries do caminho aéreo, como as duas conexões em Brasília e Salvador. Com certeza, devem ser lindas cidades, mas não é tão divertido ficar umas três horas em seus aeroportos.

Itinerário

Bayeux: Terra natal minha e do meu pai, toda a família paterna, tias e tios, Vô Tonho querido, idêntico ao meu pai e a mim, primos e primas, bagunças de amigos de infância, os únicos que ainda tenho com toda essa minha vida nômade. Sorvete de frente para casa, lembranças de quando meu avô chegava e entregava moedas de 50 centavos a todos os netos e aquele painel escuro com os sabores de sorvetes em letras brancas lá no alto da parede, quantas dúvidas para escolher o sabor.
Balanço da casa da avó que já não existe mais, fotos antigas, falar mal da vida alheia que ninguém é de ferro, festas das minhas tias, doces e bolos com calda de morango, inhame, medo de estender as roupas no quintal com a cachorrinha que não me conhece, chuveiro que espirra água para todos os lados menos para baixo, rua movimentada até à noite, barulhos de carros. Mas nada disso nos incomoda quando sabemos que nosso pai nasceu e se criou ali e se ele não existisse você não existiria. Tudo tem um gosto de comida caseira, vale mais que a mais cara das refeições.
Primos pequenos e grandes, jovens viram crianças, e crianças viram adultos.

João Pessoa: SHOPPING!!!!!!!!!!!!! PRAIA!!!!!!!!!!!!! LOJAS E LOJAS E LOJAS!!!!!!!!!!! CONSUMISMO!!!! Saudades do carro que ficou em casa, e da motorista Karla também.... Pernas cansadas, pés doloridos e maltratados, olhos enfeitiçados, vitrines oferecidas, McDonalds, arranha-céus, carros, ônibus, pessoas apressadas que mal têm tempo de ver a beleza que os cerca. Mar azul esverdeado e verde azulado, areia branca que nos acaricia o pés enquanto nos queima refletindo os raios solares. Ondas lambem nossos pés e querem nos levar a alto-mar, medo da covarde que nunca aprendeu a nadar, algas e algas que nem incomodam, areia se dissolvendo sob nossos pés e indo para o Oceano Atlântico.
Praia à noite, água fria, areia deliciosa, vento gritante, barraquinhas à beira da praia, tapiocas recheadas, coca-cola hoje e sempre, fotos e fotos, pilhas e pilhas, risadas e piadas...Tudo tão diferente mas parece que estamos em casa, o céu e o mar são o limite e o infinito...

Sossego: Terra da minha mãe e minha terra, todos são parentes e tudo é uma grande família, duas avós maternas enfermas disputando a atenção, uma dengosa e bagunçeira, outra esquecida e encrenqueira com grande preconceito contra afro-descendentes e ambas pouco adeptas a roupas íntimas.. Apenas um avô paterno, e primos e primas, tios e tias, experiências novas e antigas, sorveteria diariamente assim como a coca-cola, vôlei e queimada no meio da principal rua da cidade, expectadores, refeições, MTV, filmes, malhação, visitas ao sítio, vento delicioso, frio e macio, açude, tanques, quedas e quedas, resgates, todos tomando cuidado para eu não cair ladeira abaixo com toda essa minha facilidade a machucados, pipoca, pizza, e bagunça. Deixamos Sossego sem sossego por uma semana.

Campina Grande: Passagem rápida suficiente para visitar mais primas maternas e tias, para ir ao Shopping e adquirir o filme do Johnny Depp, além de assistir Se eu fosse você 2, já que Crepúsculo já havia saído de cartaz.

Viagens: carro, moto, bicicleta, ônibus, avião, escada rolante, todas essas pequenas e grandes viagens que me ocuparam minutos ou muitas horas também fizeram parte das férias acompanhadas de pequenas doses de leitura de A menina que roubava livros, um dia vou terminar de ler esse livro, mas não tenho culpa, tinham tantas coisas acontecendo na minha vida que eu estava sem tempo de ler sobre a vida ou a morte de outras pessoas....

E olha que ainda faltam dois meses de férias...Então boas férias a todos!!!

domingo, 4 de janeiro de 2009

Pequenos contos de amor

A minha vida amorosa é um fiasco, mas nem por isso pouco divertida ou sem emoções, e são situações que poderiam acontecer com qualquer mortal e acabam sendo coincidências desperdiçadas, uma vez que eu nunca os vi novamente.


1 – Lá estava eu, no meu percurso diário de ir da minha casa alugada para a casa em construção, onde estava alojada minha pastora alemã e filha, para a qual eu sempre levava as refeições duas vezes ao dia. Era um tédio ter que acordar pela manhã e ainda com sono andar dois quarteirões, embora fosse bonito ver a lua ainda no céu rodeada de brumas. Enrolei, mas o objetivo é dizer que eu ia bem jogada, com roupas totalmente de casa sem imaginar que eu poderia encontrar o meu príncipe encantado ou o amor da minha vida na esquina. Mesmo assim estava de tarde, deviam ser seis horas, e só o que eu queria era chegar em casa. Quando eu o vi, ele não tinha uma beleza fenomenal, na verdade mal me recordo do seu rosto, mas ele era bonito, magro, alto, alvo, com cabelos escuros curtos. Eu olhei para ele, embora esse não seja o meu costume, olhar para quem eu não conheça, apenas se for tão bonito que eu precise guardar para sempre na minha memória.
Mesmo assim eu olhei de longe e ele estava olhando para mim. Mico, mico, mico. Desviei o olhar assim que estava bem próximo a ele, talvez tenha desviado demais até dos meus próprios pés, porque eu tropecei. Mico, mico, mico. Eu não caí no chão, afinal Deus é pai, na verdade, eu meio que pulei. Ia caindo mas botei o outro pé na frente e me equilibrei.
O pior não foi isso num instinto de cavalheirismo ele foi com a direção na minha mão, não chegou a tocar em mim, mas como se fosse me segurar caso o meu pé não fosse tão ágil e ainda disse assim assustado: “Opa!”. Mico, mico, mico. Eu quase saí correndo em disparada para casa. Oh, Meu Deus! Ninguém merece.

2 – Viagem de volta da Paraíba, há muitos anos. Lá estava eu e minha prima, observando e admirando obras primas que estivessem expostas nas lojas e até nos corredores também. Então eu o vi, para variar alto, alvo, magro, cabelos pretos cacheados. Ele era realmente bonito. Então eu o mostrei à minha prima e nós ficamos: Ohhhh.... Quando eu adivinhei que ele estaria esperando a sua namorada linda que estava chegando de Paris sei lá. Então, hora do embarque, adeus Paraíba, até algum dia. Sala de embarque. Ele estava lá. Oh, Meu Deus! Destino, coincidência. Não importa, ele é lindo. Olho o cartão de embarque meu e da minha mãe: meio e corredor. Droga, eu sou completamente apaixonada por janela no avião, ver as cidades tão pequenas, ver as nuvens, é muito lindo, sempre parece um sonho exceto pela dor de ouvido mortal que de vez em quando eu sinto.
Então, eu falei, certo, eu sobrevivo, mas bem que a companhia da janela poderia ser bem interessante. Dizendo isso me sentei na cadeira do meio, prefiro ficar imprensada no meio a ficar no corredor. Minha mãe ao meu lado, preparando-se psicologicamente para o vôo, pois eu sofro com a diferença de pressão e ela com o frio, embora eu sinta muito frio também, quando um muito educado rapaz pede licença ao querer passar para sua cadeira na janela. A inveja durou apenas o suficiente até eu perceber que ele e o garoto da possível namorada parisiense eram a mesma pessoa!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Oh, Meu Deus. Obrigada por atender aos meus pedidos.
O melhor foi que não só ele se sentou ao meu lado quanto puxou assunto comigo e com a minha mãe, para onde estávamos indo, de onde éramos. Colhi as informações dele: 17 anos (eu tinha 13), queria fazer Engenharia Civil como o pai, morava na Paraíba, mas ia visitar um tio no Acre (por que não em Roraima? Embora ele tenha dito ter um tio aqui), nome de um antigo jogador de futebol, não revelarei, e muito legal. Depois de horas de conversa, morrendo o assunto ele foi fazer revistinhas Coquetel, eu, a maior oferecida do mundo, exclamei: “Eu adoro Coquetel!”. Mico, mico, mico.
Ficamos lá um tempão, e ele era bem inteligente, até a hora do serviço de alimentação. Coca-cola para nós, a minha era para mim mesmo, mas acabou indo parar na caça dele, para honrar a minha mania desastrada, graças ao bom Deus eu já havia tomado a maior parte, só melou um pouco. Mesmo assim continuamos na Coquetel. Troca de vôo em Brasília, e ele repara na minha camisa Nirvana, quando diz “Você gosta de Nirvana?”. É uma pergunta idiota já que eu estava com a camisa, mas mais idiota foi a minha resposta: “ Gosto, mas prefiro Guns N’ Roses”. Resposta idiota, embora eu realmente goste das duas bandas, os vocalistas se odiavam, eu não sabia, e talvez os fãs se odeiem também, uma vez que ele disse que não gostava muito de Guns.
Troca de avião e nós não ficamos no mesmo, eu fiquei tão chocada que travei, não pedi telefone, e-mail, nada. Embora se ele quisesse tivesse pedido. E ele era lindo, 17 anos, e eu uma idiota de 13. Acho que não daria certo. E não deu.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Top tears – Livros (spoiler)

1. A cidade do sol – Eu estou num estágio de quase chorar só em ouvir esse nome e relembrar esse livro. Esse desejo só é reprimido por o final não ter sido muito triste. Mas eu sofri muito. Eu disse MUITO?! Pois é, disse. Eu já contei um pouco da história antes, da vida da Laila, da Mariam e do Tariq no Afeganistão desde a ocupação pela extinta União Soviética até a ocupação pelos EUA. É um livro histórico e instigador. Você não tem como sair o mesmo após lê-lo. A não ser que você não tenha coração nem glândulas lacrimais.

2. O conde de Monte Cristo – Oh, Meu Deus! Nenhum filme ainda conseguiu chegar perto da essência desse livro, e talvez nunca chegue. Como é possível que eles não tenham retratado o fato mais emocionante e torturante de todas as 618 páginas do livro. Edmónd Dantés, destruído e reerguido em busca de vingaça se vê numa rede de intrigas em que pouco precisa fazer para destruir a vida dos seus algozes, que são tão vis que já mortificaram a si mesmos e aos seus familiares. Sua vingaça alcança proporções jamais almejadas por ele, comprometendo até mesmo pessoas inocente, que nem ao menos eram nascidas antes de todo o início. Albert, o filho de sua infiel e amada Mercedes, em defesa de seu pai convida Edmónd a um duelo. Ele não pretende matá-lo, mas não havia outra alternativa, um dos dois haveria de morrer, e possivelmente não seria o Conde, tão habilmente treinado na arte das armas para sua vingança mortal.
No entanto, alguém se impô. Mercedes, a qual o conhecia agora apenas superficialmente como o frio conde que salvara seu filho em Roma. Pelo menos era o que Edmónd achava, quando ela repentinamente invade seu quarto e declara, ainda coberta em seus trajes negros de disfarce:
__Edmónd, não mate meu filho.
E apenas essas palavras, proferidas pela boca daquela que amava o fizeram abdicar da própria vida e se encaminhar ao local de sua morte, inconformado por toda a imensidão da sua vingança ser esvaecida apenas por um sopro daquela que o atingira com sua traição mais profundamente do que qualquer outro que o prendera no Castelo de If. Mas talvez aquela não devesse ser sua hora. É por isso que eu amo, amo mesmo, Alexandre Dumas.


3. A princesa no limite – O 8º livro da coleção em que a maior tragédia que poderia acontecer vem à tona, Mia Thermopolis e Michael Moscovitz, o casal mais perfeito de todos os tempos, que acompanho desde os meus 14 anos, e sonho com o dia em que encontrarei finalmente o meu Michael, chegou ao fim. Não de uma forma qualquer. E sim nas vésperas da viagem do Michael ao Japão, quando a Mia, inconformada por toda a aparente insensibilidade do namorado joga o colar de floco de neve no chão, símbolo de todo o amor que os preenchia há 2 anos ou mais.
Parece idiota, admito. Mas se você acompanha uma série de vários livros desde os 13 anos, sorrindo com suas alegrias, chorando com suas frustrações, você chorará muitas lágrimas quando todo aquele sonho parecer ter chegado ao fim. Por isso, aguardo ansiosa o 10º e último livro a coleção “O diário da princesa” em que enfim tudo será resolvido. Pelo menos é o que eu espero.

4. Harry Potter e as relíquias da morte – Todo fim de uma grande série já é motivos para muitas lágrimas, ainda mais se for uma em que vida e morte se encontram e desencontram constantemente, em que grandes batalhas acontecem simultaneamente. Quando o Harry percebe que terá que morrer para salvar a vida de todos, e que isso sempre estivera pre-determinado eu mal conseguia enxergar as palavras na tela do computador de tantas lágrimas que eu derramava. Eu estava certa da morte dele, e só me restava chorar. Esse é o mal dos livros, nós não podemos fazer nada para mudar um iminente final terrível, apenas esperar até o final e torcer pela piedade do escritor.

5. Crepúsculo – Não é o famoso crepúsculo de que todos falam, e que pretendo ansiosamente ler, e que possivelmente fará parte dessa lista, mas me refiro ao último e 6º livro da coleção “A mediadora” da Meg Cabot, a mesma escritora de “O diário da princesa”, mas ao contrário dessa coleção em que choramos por motivos mais brandos, mas não menos aterrorizantes, como término de namoro e destruição de sonhos, aqui realmente a vida e a morte e até planos paralelos estão envolvidos. A coleção começa a arrancar grossas lágrimas a partir do 4º livro, “A hora mais sombria”, e como era sombria, quando a presença, aparentemente eterna, do fantasma bonitão Hector “Jesse” da Silva, parece extinta. Desde então a nossa querida mediadora Suze e Jesse se descobrem apaixonados o que só aumenta o terror por medo de poderem se separar a qualquer instante, pela morte ou até mesmo pela vida.

6. A casa das sete mulheres – Difícil decidir qual me arrancou mais lágrimas, o livro ou a minissérie, ambos me emocionaram profundamente e estão marcados na minha alma. Manuela de Paula, nome da minha bem futura filha, Garibaldi, que preenche meus sonhos, principalmente encarnado pelo Thiago Lacerda, Esteban e Rosário, que conseguiram ainda serem mais lindos na minissérie, João Gutierrez e Mariana, poupados pelos autores globais por um sofrimento que ocorre e encerra o livro.

7. Olga – Camila Morgado, com toda a sua paixão, transformou o filme do ilustre Jaime Monjardim digno do livro em que fora baseado. Uma das histórias mais lindas de todos os tempos, e com seu final infeliz, e por ser baseado em fatos reais só o deixa mais arrebatador. Lágrimas são poucas para serem derramadas pelo sofrimento de Olga e seus companheiros comunistas. São verdadeiros mártires, não tanto pelas suas idéias, mas por amá-las com tanta paixão.

8. História de fadas – Com vergonha, confesso que é a única obra lida por mim de Oscar Wilde, não por falta de oportunidade, apenas de vontade. Um dos livros menores que já li, em edição escolar, mas não por isso menos merecedor de elogios e lágrimas. Eu devia ter uns 11 anos quando li, e ainda não reli, mas até hoje me recordo dos 4 contos narrados no livro, principalmente o do Hans, um amigo leal para um homem que não merecia, e um rouxinol que sacrificou sua vida pelo amor de um casal que nunca se formou. No entanto, eram mais lágrimas de raiva, como Oscar Wilde pôde ser tão insensível aos seus personagens, permitindo que eles sofressem assim.

9. Os miseráveis – O título já ilustra o quão triste o livro pode ser. Li apenas o adaptado, já que o original são 3 livros. Victor Hugo, com seu romance político mostra até onde pode ir a degradação humana. É um livro que merece ser lido e merece todas as lágrimas que possam umedecer suas páginas, por isso não há graça em lê-los no computador, como eu poderia fazer já que os tenho no PC.

10. Amantes da chuva – No auge da minha leitura de livros infanto-juvenis em que a biblioteca do CEFET-RR era o meu santuário e onde li mais de 70 livros, esse livro me marcou. Hélio e Ivone se conhecem e sentem uma paixão tão arrebatadora, tão enlouquecedora que são capazes de modificar o próprio clima, causando desastres que no início poderia ser interessante, atraindo a mídia, os curiosos, mas o amor deles era tão forte, que causava temporais tão intensos, capazes de destruir tudo e todos, até eles mesmos.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Um encontro esperado


Ele me sorriu ao longe, nem tão longe, uma vez que temos um encontro marcado amanhã.
Era um sorriso de cumplicidade, como se guardássemos um segredo, só nosso.
Plagiando meu caro Cazuza, eu poderia dizer que nossos destinos foram traçados na maternidade, sabíamos que nos encontraríamos de uma forma ou de outra, a não ser que uma grande tragédia ocorresse, felizes ou tristes, que bom que felizes, com sucesso ou fracassados, que bom que com sucesso, com amor ou com angústia, que bom que com muito amor.
As pessoas já estão comentando esse nosso encontro, alguns querem até estar presentes, e isso será ainda melhor, eu sei que ele será apenas meu, mas essas pessoas, minha família, meus amigos, até os meus animais de estimação, de alguma maneira me ajudaram a estar aqui hoje, ansiosa por nosso encontro.
Todos comentam esse encontro, não apenas o meu, mas o de todos de uma maneira geral, que têm essa sorte. Todos dizem que não seremos os mesmos após esse encontro, que seremos melhores e até mais responsáveis. Mas não sei como ele vai conseguir me fazer assim, mais responsável, eu já sou até demais.
Sinceramente, não sei que roupa vestir, mas acho que ele vai me pegar de surpresa, não vai marcar um horário predeterminado, embora seja amanhã. Acredito que ele vá chegar, e eu, desligada, nem irei perceber de imediato. Talvez apenas uma segurança me preencha a alma, ou uma insegurança, pelas maiores cobranças.
Talvez nada mude, como alguns pessimistas e/ou realistas dizem. Mas acho que um encontro desses não pode ser tão insignificante. Não que precise de grandes comemorações, e sim de grandes revoluções internas. Porque finalmente eu estarei lá, e ele também, e então nós seremos um só. Eu e os meus 18 anos.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Mil esplêndidos sóis


Uma história de amor, amizade e respeito numa terra que parece consumida pelo ódio, desprezo e desrespeito aos mínimos direitos humanos.
Tariq e Laila, ainda crianças, são brutalmente levados à tragédia, devendo tomar decisões de adultos, que parecem pessoas tão perversas. Vivem uma história de amor em meio a dor e ao desespero, entremeados por vidas destruídas e sonhos aniquilados como os de Mariam, uma triste mulher que era apenas uma menina quando descobriu a ilusão do amor no mais natural dos sentidos, dos próprios pais.
Khaled Hosseini, escritor do best seller “O caçador de pipas” nos presenteia com uma obra ainda mais grandiosa, que faz qualquer um cair em prantos ao ver a que ponto a crueldade do ser humano pode ir. E que não devemos temer os mortos, a morte, as armas, e sim o próprio homem que é o lobo de sua própria espécie, dos seus ditos irmãos. Sem saber, que ao matar um irmão ele está matando a si mesmo, matando o pouco de vida que existe em seu coração.
“A cidade do sol”, um livro inesquecível. Como nunca se viu. E ainda nos dá esperanças mostrando pessoas que apesar de todo o sofrimento não perdem a força de viver e de fazer a diferença, que parece tão rara. Cada vez mais.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Sonhos perfeitos


Lista dos personagens mais apaixonantes de todos os tempos que nos faz ter toda a vontade de virar um personagem de ficção para viver no seu mundo.

1. Mr. Darcy: Orgulho e preconceito. Jane Austen no seu ápice de inspiração criou o número 1 de todos os galãs de ficção. Ele reúne todas as qualidades apaixonantes: inteligente, bonito, rico, dono de uma linda mansão em Pemberley, amoroso com a família. Únicos defeitos: orgulhoso e preconceituoso. O que nem são propriamente tão graves dependendo da situação. O que eu não daria para ser a Lizzie Bennet?! Embora eu possivelmente não conseguiria recusar seu primeiro pedido de casamento, o que no fim o fez se apaixonar ainda mais e querer ser merecedor dela.

2. Michael Moscovitz: O diário da princesa. 2º lugar apenas por não ter a maturidade e o orgulho irresistível do Mr. Darcy. Lindo, inteligente, divertido, músico, romântico e tudo de bom. Recomendo a todas as meninas e aos meninos para aprenderem como ser um verdadeiro fofo. Não há declaração de amor mais linda do que a que ele fez, respondendo aos cartõezinhos de amor da Mia. Numa tela de computador aparece um castelo com um jardim de rosas vermelhas e numa bandeira há os seguintes versos escritos:
Rosas são vermelhas
Violetas são azuis
Você pode não saber
Mas eu também amo você

3. Jesse: A mediadora. Meg Cabot totalmente inspirada nos antigos romances, os mais perfeitos, por sinal, nos traz um verdadeiro gentleman do século 19 para os dias atuais. Como?! Ele não é nada mais nada menos do que um fantasma. Muito bonitão e corajoso por sinal. Além de ter o jeito teimoso do Mr. Darcy.

4. Aragorn: O senhor dos anéis. Preciso falar alguma coisa?! Se até a estrela vespertina, uma princesa elfa linda se apaixonou por ele, quem sou eu para fazer o mesmo?! Mas como posso impedir. Ele é lindo, corajoso e Rei de Gondor!

5. Capitão Wentworf: Persuasão. Mais um momento de grande inspiração da minha querida Jane Austen. Muito parecido com o Mr. Darcy, mas bem mais simpático. Até gosto dela, mas o que ele viu na Anne Elliot?!

6. Tariq: A cidade do sol. Infelizmente ele é uma vítima da guerra, tanto que só possui uma das pernas, mas ele não deixa de ser perfeito. Não sei como, mas ele me parece uma mistura do Michael e Jessé versão afegã.

7. Luke: Férias. Marian Keyes que o diga. Nunca vi alguém tão descritamente perfeito. A própria Rachel, protagonista do livro vive dizendo que quando vai à casa dele sempre quase escorrega numa poça de testosterona. Meu Deus!

8. Garibaldi: A casa das sete mulheres. Ele foi um grande sacana com a pobre Manuela. Mas e daí?! O que podemos fazer?! Eu e ela nunca poderemos deixar de amá-lo. Passaremos a vida toda assim. Ele com aquele sotaque italiano, o jeito aventureiro, a paixão pela vida e pela liberdade, e pelas mulheres. É claro. Mas é a vida. Acho que sempre temos que amar um conquistador, não?!

9. Érik: O fantasma da ópera. Um incompreendido. Um amante. Um deus. Um músico. Um renegado. Um artista. Um monstro. Um assassino. São tantas controvérsias ao seu respeito que não sabemos se o odiamos ou o amamos. Possivelmente os dois.

10. Landon Carter: Um momento inesquecível. Eu que o diga. Talvez muitas pessoas não conheçam esse livro por esse nome, mas esse personagem ficou mundialmente famoso no filme Um amor para recordar. Com jeito de bad boy escondendo uma alma sensível e linda. Impossível de se apaixonar, não?!


Garotos, desculpa se vocês vomitaram enquanto liam, mas proponho o mesmo para vocês, quanto as garotas. Na verdade, eu sei que esses escritores são um bando de mentirosos que só nos enganam com pessoas que nunca existiriam, mas quem sabe, não existe por aí?! E mesmo assim, é tão bom.....

domingo, 7 de dezembro de 2008

Lua negra


Ele era como a lua. Pensou admirando o céu negro, iluminado apenas por aquela lua imensa que se sentia sua dona, em todo seu esplendor, como vestida para um baile de debutante.
Ele era como a lua. Tão lindo e distante, tão inalcançável, e tão fascinante.

Ele era como a lua. Perfeita quando vista à distância, mas se você olhasse bem fixamente, como ela fazia, veria suas imperfeições, que ela não era totalmente clara, pura, nem branca. Ela tinha sombras, que a assustavam.

E o pior, o pior de tudo que ela descobrira, era que ela não tinha luz própria, exibia com tanta pretensão todo o seu brilho entorpecente que nem a si pertencia, roubava do sol.
Mas ela era tão bela, tão absurda e estupidamente bela, e como ela parecia com ele. Ah, como ela parecia...

Talvez fosse melhor assim, admirá-la à distância, uma distância que a entristecia, mas protegia. Pois se ela se aproximasse, só haveria o frio, a escuridão, e ela poderia cair, e se machucar, e do primeiro penhasco, poderia até se lançar.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Conversa


Ele estava lá, no seu canto, deitado como a vítima de um furacão, de uma tragédia. Eu me aproximei e o encarei. Nunca havia visto ninguém tão mal. Ele parecia acabado, destruído, como se não tivesse concerto, esperando pelo abraço carinhoso da morte.

Eu não estava tão diferente. Tínhamos passado por tudo aquilo juntos. Mas acho que ele foi a maior vítima. Mal falava, deitado num canto, apenas respirando pausadamente, nas que pareciam ser suas últimas forças.

Eu não deveria ter ido lá. Discutir com ele. Seria como chutar cachorro morto, de tão mal que ele estava. Mas que isso importava. Eu também estava morta.

Aproximei-me sem ele perceber, tanto que o peguei de surpresa e assustado como um garoto de cinco anos quando disse isso:

__Está satisfeito agora?!
__Ah, é você?! __Disse ele com desânimo. Como se não soubesse que apenas eu ainda falava com ele.
__ Está satisfeito agora?! __Repeti, pois quando falei da primeira vez ele parecia ainda estar acordando. Então reforcei, não iria brigar com alguém dormindo. Com alguém sofrendo muito sim, não com alguém dormindo.
__O que você acha?!
__Acho que você merece!
__É isso que você pensa?! Parece que tudo que aconteceu não te afetou em nada.
__Não me afetou em nada?! Você está brincando, não?! Eu estou destruída, arrasada. E tudo por culpa sua!
__Não era a minha intenção fazê-la sofrer.
__Não, você não me fez sofrer. Você me fez de idiota. Você me atingiu como nunca ninguém havia feito antes. Não sei como pude ouvi-lo. Foi você que ficou insistindo para eu ser menos exigente, para eu tentar me apaixonar. E agora?! Você tem mais algum conselho brilhante?!
__Desculpa. Eu realmente sinto muito. __Disse ele se reerguendo e recuperando a firmeza na voz. Apenas agora pude ver realmente como ele estava. Um lixo. Não consigo uma palavra melhor. Parecia não dormir há meses, embora quando eu tenha chegado ele estivesse fazendo isso. Estava com a barba crescida, os cabelos desgrenhados, e mais magro, muito abatido.
__Você sente muito?! E eu?! O que eu faço?! Você me deu conselhos antes, pois eu os quero agora. O que eu faço agora para retirá-lo de onde você insistiu para que eu o deixasse entrar?! Como eu posso retirar a imagem dele das profundezas da minha alma, a sua voz dos meus sonhos, e o cheiro dele dos meus devaneios. __Disse eu, começando a chorar, diante do meu próprio desespero frente a sua segurança.
__Eu realmente não sei.
__Ótimo. Não sei como pude ouvi-lo. Não sei como pude acreditar nas suas fantasias. Você me havia dito que ele poderia me amar. Que no amor tudo é possível. E agora?! O que eu faço?! Agora que sei que ele nunca será meu?!
__Se eu falar que ainda há esperança você acreditará?!
__Não, seu drogado! O que você anda fumando, hein?!
__Eu sinto muito. Sinto mesmo. Mas duvido que você esteja sofrendo tanto quanto eu.
__Pouco me importa se você está sofrendo. Eu que não deveria estar. Foi você que pediu. Eu não.
__Mas é o preço, garota. Eu nunca lhe disse que o amor sempre seria correspondido. Isso acontece. Amores não correspondidos são comuns. Agora só nos resta tentar esquecer e tentar aprender algo com isso.
__Eu aprendi algo. A nunca mais lhe ouvir. Como você pode encarar tudo assim agora, depois de tudo o que sonhou comigo, todos os planos que fizemos juntos, todas as fantasias?! Você acha que vou confiar em você novamente?! Ouvir seus conselhos?! Nunca. Jamais. Eu aprendi algo. Você é louco. E um grande mentiroso.
__Não fale assim comigo. Você é a única que tenho e você tem apenas a mim. Nós nos reergueremos dessa. Podemos fazer isso juntos, se você quiser.
__Pois eu não quero. Nunca mais quero vê-lo, nem falar com você. Você não tem idéia do que fez comigo, tem?! Eu nunca me permiti voar tão alto, e agora sofri essa queda tão abissal. Você acha que voarei novamente?! Nunca. Nunca mais usarei essas asas que você me deu. Asas de cera.
__Você não gostou de voar?!
__Não a esse preço. É melhor darmos um tempo. Ou nos afastarmos para sempre.
__Não. Não se afaste de mim.
__Adeus. Vai ser melhor assim.
__Você vai voltar. Eu sei. E eu estarei aqui lhe esperando, de braços abertos.
__Acho que não.
__Eu espero que sim. A dor faz parte da vida. E você vai aprender a gostar dela.
__Você é louco.
__Nunca ouviu dizer que todo amor tem um pouco de loucura.?!
__Mas nem todo coração deveria ter amor.
__Pois eu estou cheio dele. E você um dia me dará novamente a outro rapaz.
__Acho que nenhum outro rapaz quererá você. Você está apenas cacos. E pode ser que da próxima você não volte vivo.
__Estou disposto a correr esse risco.
__Eu não. __Então fui embora, antes que ele falasse qualquer coisa que me convencesse a ficar, e acatar todas as suas loucuras. Ele se achava tão forte. Mas ele era tão frágil. Eu sabia, afinal quem melhor do que eu para conhecer meu próprio coração?!

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Autopsicografia


Ela tinha tudo o que queria. Tudo mesmo.
Não que ela tivesse ganhado um pônei aos 2 anos. Mas ela não queria um pônei mesmo. Ela queria uma boneca e ganhou.

Ela tinha realmente tudo o que queria, desde que nasceu. Não que fosse rica, apenas quando pedia algo, seus pais, vencendo todas as dificuldades, realizavam seu pedido.

Ela era feliz. Mas depois se cansou de ter tudo o que queria pelos outros, pelos pais, familiares, e amigos, que a protegiam e queriam lhe dar de tudo. Ela queria ter as coisas por suas próprias mãos. E foi à luta.

Começaram as provas, seus desafios, e ela se tornou a melhor aluna da sala. E estudava, estudava e estudava para tirar as maiores notas. Era o que ela queria e era o que conseguia.

Não que ela quisesse tirar as maiores notas para se sentir superior aos outros, ela não se sentia superior, embora algumas pessoas quisessem que ela se sentisse assim. Ela queria superar a si mesma, superar as expectativas dos professores, tirar a nota máxima. E conseguia. Na maioria das vezes, pelo menos.

Então chegou a prova mais importante de todas, que definiria seu futuro, sua profissão, ela poderia querer a profissão que fosse, que conseguiria, em qualquer lugar do mundo. Não por ela ser um gênio, ou ter uma inteligência fora do normal, nem era esnobe.

Apenas que ela conseguiria, pois ela passaria a vida inteira, deixaria de respirar, de fazer qualquer coisa, apenas lutaria por esse objetivo. Afinal, era fácil, só dependia dela. E então ela escolheu o curso mais difícil, pelo menos em sua realidade, não por querer aparecer, apenas porque parecia incrível e desafiador andar na linha tênue entre a vida e a morte. Era algo que já não dependia apenas dela, por isso um desafio ainda maior.

Mas então algo lhe pegou de surpresa, ou melhor, alguém, com seus olhos de floresta, logo após ela ter passado seu maior desafio até então.

Ele era perfeito. E ela o queria. Ah, como ela o queria... E então quis elaborar algum modo de alcançar seu objetivo: tê-lo. Mas era muito mais difícil do que qualquer aventura pela qual passara. Ela não poderia simplesmente se declarar, perderia a magia, queria que ele a amasse pelo que era, não por gostar dele.

E como demonstrar seu sentimento?! Ela era tímida! Ah, como ela era tímida... E então, ultrapassando suas barreiras, à sua maneira, ela tentou, tentou e tentou. E numa noite de lua cheia, ela descobriu algo que a fez perder a razão. Ela descobriu, tentando conter as lágrimas que se apressavam por sair por aquela fresta súbita que se abria no seu coração infantil, que sangrava pela primeira vez, que ela não teria tudo o que queria. Ela soube, com um simples sinal, ela soube que nunca o teria. Por mais que quisesse. Ah, como ela queria...

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Coisas que eu sei


Eu quero ficar perto
De tudo que acho certo
Até o dia em que eu
Mudar de opinião
A minha experiência
Meu pacto com a ciência
Meu conhecimento
É minha distração...

Coisas que eu sei
Eu adivinho
Sem ninguém ter me contado
Coisas que eu sei
O meu rádio relógio
Mostra o tempo errado
Aperte o Play...

Eu gosto do meu quarto
Do meu desarrumado
Ninguém sabe mexer
Na minha confusão
É o meu ponto de vista
Não aceito turistas
Meu mundo tá fechado
Pra visitação...

Coisas que eu sei
O medo mora perto
Das idéias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim
Não vou trocar de roupa
É minha lei...

Eu corto os meus dobrados
Acerto os meus pecados
Ninguém pergunta mais
Depois que eu já paguei
Eu vejo o filme em pausas
Eu imagino casas
Depois eu já nem lembro
Do que eu desenhei...

Coisas que eu sei
Não guardo mais agendas
No meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos
Que eu não sei usar
Eu já comprei...

As vezes dá preguiça
Na areia movediça
Quanto mais eu mexo
Mais afundo em mim
Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre
Quando tô a fim...

Coisas que eu sei
As noites ficam claras
No raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes
Eu somente não sabia...
Coisas que eu sei
As noites ficam claras
No raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes
Eu somente não sabia...

Agora eu sei...
Agora eu sei...
Agora eu sei...
Ah! Ah! Agora eu sei...
Ah! Ah! Agora eu sei...
Ah! Ah! Agora eu sei...
Ah! Ah! Eu sei!

p.s.: A música é cantada pela Danni Carlos, mas quem compôs foi Dudu Falcão... Mil desculpas...